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sexta-feira, 11 de março de 2011

O infeliz solitário. (cap.1)


Imagine você uma pessoa que passa a vida inteirinha sem ter contato com ninguém. Quero dizer sem ter amigos. E as vezes conversar com algumas pessoas, mas nunca nada que possa ser grande demais. Sem se apegar demais.
Essa passoa aos olhos de quem está ao redor é alguém feliz, engraçada e bem humorada. Mas muitas das vezes as pessoas usam máscaras. Máscara que podem esconder as pessoas que realmente são, pessoas sofridas, passoas apaixonadas, pessoas com complexo. Pessoas que tentam demonstrar serem máximas na tentativa de se esconder atraz dessa pessoa que na verdade não existe. São só personagens.
Eu estou falando de uma pessoa que sempre foi desconfiada demais. Nunca quis se apegar a ninguém com medo dessa pessoa a magoar, lhe ferir. Seja com palavras ou atitudes. Então por precaução essa pessoa preferiu se isolar.
E assim passaram-se anos, e ela permaneceu assim... isolada.
Muitos anos depois dela ter feito a escolha de ficar sozinha, ela começou a sentir falta de uma pessoa para desabafar, de conversar. Alguém que ela pudece falar de seus sentimentos. E quando ela olhou, não tinha ninguém. E sua única alternativa era sofrer sozinha.
Até que um belo dia alguém se aprossima dessa pessoa e lhe estende uma mão amiga. E essa pessoa não está mais só. Agora ela tem alguém para dividir seus problemas e alegrias... até que.
Aquela nova pessoa diz que tem que partir. Tem que ir embora, sem motivo, sem porque, sem razão alguma.
E o infeliz solitário volta a ficar só. Sempre só, olhando no horizonte na esperança que aquela pessoa volte. Infeliz, em um quarto, novamente ele está na solidão.

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